Desinstitucionalizando…

Amanhã é meu primeiro dia de férias após 2 anos de trabalho. Acho que na verdade são minhas primeiras férias, pois não me lembro de nenhuma em que não estivesse na faculdade ou tivesse dinheiro pra viajar, como naquelas férias forçadas quando estamos desempregad@s e o tempo parece não nos valer de nada…

Se estar desempregada é péssimo, trabalhar também não é lá a oitava maravilha do mundo. Me lembro de uma vez ter folheado um livro que falava sobre manicômios, conventos e prisões e o que essa vida institucionalizada faz com as pessoas. Embora eu e a grande maioria não vivamos nesses locais, nossa vida também é bastante institucionalizada. Têm-se que levantar em determinado horário, pegar a condução em outro, bater cartão, fazer as tarefas diárias, almoçar em tal hora, voltar pra casa, quem sabe algum atrativo cultural (novela?), e se preparar pra começar tudo de novo.

Mesmo nas horas de folga não estamos lá tão à vontade, pois em fim o momento de estarmos com familiares e amigos e quem sabe pegar uma prainha também é pré determinado e comum à tod@s, fazendo Natal e Ano Novo, por exemplo, se tornarem também datas bastante corridas… 

Essa vida moderna fez de mim uma pessoa ansiosa, sempre com um calendário, um horário, uma atividade a seguir. Até arrumando as malas estou cá com meus botões e uma lista infinita de coisas a separar, arrumar, planejar… De certa forma acho que não dá pra fugir de algumas coisas, mas a bicicleta tem me ensinado muitas delas.

Primeiro que sim, é preciso ter organização, um certo preparo e se pensar ao menos um pouquinho no que se pretende fazer, ainda mais se tratando de uma viagem internacional. “E tú? No hablas español?” Vou sentir saudade de cada lição que eu não fiz…rsrs

Segundo que, a bicicleta, assim como a vida, é uma coisa “simples”. É só pedalar e a lei da gravidade faz o resto. Assim como pra se viver, precisamos de alimentação, proteção, ter saúde, sentir o corpo e suas necessidades. Precisa-se respirar e transpirar.

Terceiro (de uma lista que poderia ser bem mais grandinha), é preciso desacelerar. Desacelarar pra ouvir as batidas do coração e calar um pouco um tanto de motores. Ouvir o vento, a chuva, o mar. Sentir o calor do sol, o sabor do alimento e saber de sua necessidade e pra quê. Desacelerar essa galera maluca chamada humana que pensa que correndo tanto muda alguma coisa na vida, mas deixa de observar as 24 horinhas que impreterivelmente nossa casa vai levar pra dar uma volta no sol.

E lá vamos nós tentar aprender mais um pouco com essas tais bicicletas sobre um mundo sem fronteiras…

Banderolas Brasil e Uruguai

As bandeirinhas comprei numa loja de motos em São Paulo, numa rua que já esqueci o nome mas que só tem loja de motos…rsrs

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