Ehhh Blancarena

Por mim ficava mais um dia… mas Ana Célia estava ansiosa para continuarmos… ao final, nem ficamos, nem partimos… passamos a manhã toda acordando, guardando as coisas, nos despedindo dos vizinhos… só um dia e uma noite e fizemos vários amigos. Todos muito hospitaleiros. Um menino sempre que nos via, dizia: Viajam de bicicleta? Outra vez pedia para que falasse-mos em português e fazia cara de confuso. Conhecemos Omar Morales e Marta Blum, um casal que morava em uma cidadezinha próxima; Tereza que nos levou um postre uruguajo, nos emprestou um guia e deu boas dicas de viagem, e, também o casal Marcos e sua companheira (o nome deles se perdeu na chuva, mais essa é outra estória).

Saímos do Camping ao final da manhã, pensando em almoçar na próxima praia, Los Pinos, seguimos o GPS (do Adilson)… não sei o que seria de nós sem ele… almoçamos mais um asado (a carne é muito boa), uma pilsem (esse negócio de cerveja de 1 litro é tudo de bom).

Quando saímos para pedalar, já eram quase 17h, mas, pensamos nós, o sol se põe as 21h… ia dar tempo de chegar a Libertad ou na cidadezinha antes…

O dia estava quente, o vento forte contra nós, parecia uma eterna subida… a paisagem é muito linda… uma planície interminável… uma longa estrada… a perder de vista… o sol estava tão inclinado que nossa sombra se esticou até o outro lado da pista… um por do sol inesquecível…

Mas o dia se passou… e nada de cidade… o problema é que o GPS nos marcava a quilometragem em linha reta e isso dá diferença… a cidade nunca chegava… chegamos a um vilarejo e vimos na beira da estrada um bar com alguns homens conversando. Ana perguntou se havia algum lugar para se hospedar e nada, só depois de uns 15 quilômetros, perguntou se havia alguém que pudesse nos levar para a cidade, mas também não tinha ninguém, ai ele falou que às 21h30 passava um ônibus que ia até Libertad, era 21h25... Ana perguntou se o homem podia nos ajudar e ele nos acompanhou até o ponto e esperou o ônibus conosco. Mal chegamos ao ponto, o ônibus parou e desceu um rapaz… falamos de nossa falta de onde ficar e perguntamos se dava pra viajar com as bikes. O homem falou vamos lá… colocamos as bicis do jeito que estavam, com alforjes, lanternas e faróis acesos, não sei como entrou em la bodega… O ônibus ia para Montevideo… não tivemos dúvida…

Chegamos em Montevideo a meia-noite… jantamos na rodoviária, com as bikes ao lado da mesa… quando apareceu Fernando Palombo do site http://www.urubike.com, ciclista da bicicletada da cidade, (Ana Célia já conhecia o site) ele nos deu boas dicas e um bom papo…

Saímos da rodoviária e procuramos por algum hotel. O garçom nos recomendou o Hotel Três Cruzes, na rua de cima, mas não havia vagas; fomos para outro bem pequeno e não havia vaga… então fomos para o hotel mais caro nas proximidades Hotel Day In, luxo e riqueza… com a diária daria para acampar um ano em Blancarena.

Nada mal… um presente para nossas costas… um bom banho… uma cama… só faltou o rodizio de travesseiros.

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