Montevidéo…

Depois de superar a dor no bolso, passamos a desfrutar da estadia. Acordamos no limite do tempo para tomarmos café, já com vistas à grande cidade…

A cidade se apresentando.

Quando viajamos de bicicleta, as mudanças acontecem no rítimo dos pedais, de uma paisagem pra outra, você mira um ponto lá na frente e devagarzinho ve ele se aproximando, em especial no Uruguai, onde não há descidas.

O que levaríamos um dia inteiro pra percorrer, fizemos em uma hora. Não estava nos planos pegar ônibus tão cedo na viagem mas essa é sempre uma possibilidade, uma vantagem pra quem viaja de bicicleta. Foi pena não conhecer Liberdad, mas essas coisas acontecem pra quem quer viajar ao sabor dos ventos… no fim, como já estavamos nos dirigindo à Polícia, até que não ficamos mal.

Desocupamos o quarto e pedimos pra ficar no salão do hotel utilizando a internet. Mais uma vez todos muito simpáticos conosco.

Procurando outro lugar pra ficar

Miramos um Hostel próximo da praia e lá fomos nós. A cidade vazia de domingo nos fez deslizar tranqüilamente pelas ruas. Com o auxílio do GPS rapidinho estávamos a frente do Hostel Unplugged, no bairro Pocitos. Pra nossa sorte, haviam 2 vagas, em quartos coletivos e separados…

Ok, nossa primeira experiência em Hostel, fomos conhecer os novos “vizinhos”. O rapaz indicou que Flávio colocasse suas coisas num quarto que estava vazio e eu fui encaminhada a outro, onde todos dormiam. 3 brasileños descansando da noitada.

São de Guarulhos e ficamos conversando sobre nossas viagens. Estavam já a alguns dias em Montevidéo, preferem ficar em uma mesma cidade e conhecer a rotina local. De lá iriam no dia seguinte para Buenos Aires e ainda queriam ir pra Santiago, no Chile. O 3° não saiu na foto pois ainda tava se ajeitando…

Esse foi um dia de tranquilidade total, deixamos as coisas no Hostel e fomos almoçar. Depois demos uma olhada nas bicicletas e desistimos de regular os câmbios (eu desisti, não sei o que acontece mas o Flávio sempre consegue regular o dele, mas não o meu, e eu, não consigo regular nenhum…), fomos ao mercado fazer umas comprinhas e depois fomos praiar.

Ele nem gostou...

A cidade é linda e as ruas estavam vazias, deve ser porque todos estavam na praia. Os Uruguaios estão todo prosas com o futebol, e quando possível ainda nos dão uma “zuada” por aquela Copa lá atrás que agente já esqueceu. Todo mundo leva uma bola pra praia, milhares de crianças, idosos, famílias inteiras. Uma bela arena de arquibancadas cheias se preparava para um início de campeonato de futebol. Os garotos deviam ter uns 10 anos no máximo, tava bonito de ver. Quem não tava por lá estava na parte mais nervosa da água. É impressionante o apreço das crianças por aventura, e pareciam estar “nem aí” pra água gelada que eu não ousava colocar meus dedinhos…

À noite descobrimos que foi bom chegar logo a Montevidéo, um telefonema estranho tinha deixado meus familiares preocupados. Com o adiantado da viagem pudemos deixá-los tranqüilos também.

Papeamos em bom portunhol, jantamos no hostel e dormimos após termos que trocar de quarto novamente…

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