Menos carros… Mais bicicletas…

Somos contra carros. Ponto. Eles matam gente de mais, deixam outras tantas com deficiência e, outras, ainda mais neuróticas do que deviam. Os carros só existem a uns 200 anos e parece que sempre existiram. Certa vez li em um livro de física que durante nossos milhares de anos de existência, pessoas da nossa espécie morreram várias vezes, por motivos de queda, portanto acabamos construindo um medo de altura, sabemos que uma queda do oitavo andar de um prédio é fatal. Mas os carros são novos para nossa espécie, e, não sentimos medo de um carro andando a 80 km por hora, embora, dizia o livro de física, andar a oitenta por hora é a mesma velocidade que cair do oitavo andar, portanto deveria dar o mesmo medo que chegar na varanda de um prédio de 8 andares. Mas, as pessoas gostam de velocidade. E oitenta por hora, nem é considerado velocidade.

O Hostel 1949 era muito agradável, saímos pela manhã, visitamos uma Lan House, almoçamos no restaurante que no dia anterior não conseguimos encontrar. Na saída do restaurante, um homem que vendia café olhava para nossas bikes e estava impressionado com nossa bagagem, queria por que queria dar uma volta na bici de Aninha, que não deixou, é claro. Uma coisa interessante no Uruguai é essa coisa de não ter perigo… todos dizem o tempo todo, não tem perigo, pode deixar, ninguém mexe. E e assim mesmo, as pessoas deixam dinheiro, objetos, tudo por aí e ninguém mexe, não tem perigo. Para o vendedor de café era a coisa mais normal pegar a bike e dar uma volta, mas nós, de São Paulo, terra de grades e cadeados, imagina… nem pensar.

1949

Nossa próxima etapa seria de Punta à cidade de Rocha, cerca de 80 km, lemos os relatos de nosso antecessores de viagem e foram unanimes, era o pior pedaço de chão, muita subida e poucos atrativos. Não somos atletas, não queremos ir pro céu, muito menos pedalar mais do que o restante da humanidade. Queremos viajar usando bicicletas como meio de transporte preferencial, sem sacrifícios… Decidimos pegar um ônibus até nossa próxima parada, passando por Rocha, direto à La Paloma.

Na rodoviária conversamos com várias pessoas, no ônibus adormecemos durante a maior parte do tempo, ficamos um pouco chateados, pensando se não deveríamos ter feito o sacrificio de vir pedalando, quem sabe alcançaríamos a iluminação… mas deixa pra próxima. Ponto.

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