La Pedrera

Nosso melhor pedal… as cidades eram vizinhas… cerca de 10 quilometros… não deu tempo nem de doer a bunda…

As cidades eram parecidas (como são parecidas todas as cidades), mas nessa havia um clima de sociedade hippie, muita gente, ruas pequenas, malabares, colares e contas, ruas de areia, poucas construções, e, muita gente… procuramos por um lugar pra ficar… tudo cheio… procuramos pelos albergues da juventude e pelas placas chegamos a um hosteling alternativo, ainda não cadastrado oficialmente. Também estava cheio, mas podia acampar, ficamos.

Procuramos por um lugar para montar a barraca… depois saímos pra conhecer a praia. Lugar lindo…

 

Fomos a praia, mas estava frio, o vento gelado, o mar nem se fala, na rua principal procuramos por doces e chegamos a uma padaria, onde Ana pode suprir a crise de abstinência de chocolate…

Fomos pra barraca, pensando em ir embora o dia seguinte, mas no início da noite ouvimos música boa, parecia um reggae, saímos da barraca e tinha um luau pronto… um grupo se preparando pra cantar, uns troncos pra sentar, nos ageitamos pra noite… Ana falou que ia na barraca buscar a câmera e volta desesperada, o tempo estava fechando e ia chover… nunca vimos nada igual…  o vento chegou rápido, anunciando a tempestade… só deu tempo de colocar as coisas pra dentro da barraca e amarrar as bicicletas, um vento forte e a Senhora Tempestade deixou cair seus raios.

Correu todo mundo pra sala do hosteling, a energia elétrica acabou, ficamos a luz de lanterna, o grupo tocou algumas músicas no violão, uma delas sobre a favela, oferecida aos brasileiros presentes (nós) – “Abre as janelas da favela, você vai ver a beleza que tem dentro dela!”. Boas músicas. A chuva forte caindo. Depois que a chuva passou o grupo precisou ir embora, estávamos com fome, em frente ao hotel havia um restaurante, Ana já havia ido até lá, quando chegamos, para perguntar se havia vaga, estava cheio. Fomos perguntar sobre comida, era um restaurante italiano, a dona ficava seis meses no Uruguai e seis meses na Itália, nada de inverno, só o verão de cada continente. Ela servia uma série de entradas e pratos, falamos que queríamos apenas um prato e ela fez um preço especial pra nós. Foi nossa melhor refeição, sem falar no carinho do local. Fomos dormir, mas somente nós pensamos nisso, o restante do camping e hosteling continuou em festa a noite toda.

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