Pedal por Terras Hermanas – Uruguai

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Diários de Bordo (nem tão à bordo assim…)

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De volta pra casa…

Último dia de pedal e já estávamos num misto de alegria e saudade. A 37 Km para entrar no Chuí, Terra Brasílis, a impressão que dava é que realmente estaríamos mais perto de casa: hablar português, comer feijão e gritar pelos gols do Corinthians, não do Peñarol.

No Uruguai deixamos a experiência de nossa primeira viagem internacional, e a distância dos meses desse relato mostram que tudo por lá me interessa mais agora. É pena ainda serem pouquíssimas as notícias de nossos hermanos latino americanos. Embora geograficamente nosso mapa olhe para dentro, estamos de costa para nossa história mais próxima e ainda voltados de forma subserviente à Europa e aos Estados Unidos da América.

Mais um dia de despedida dos amigos do camping, mais desejos de boa viagem e lá fomos nós para a estrada.

 

Rapidamente já estávamos pousando para a tradicional foto na placa. Chegamos na aduana Uruguaia onde carimbamos nossas saídas e nem fizeram questão de olhar nossas bagagens.

A primeira fronteira internacional no pedal!

Fomos à cidade que é dividida por uma Avenida chamada Av. Uruguay no lado brasileiro (Chuí) e Av. Brasil do lado Uruguaio (Chuy). Ainda almoçamos do lado Uruguaio e ficamos sem o feijão que estava do outro lado da rua. Depois fomos à rodoviária para ver os horários dos ônibus, mas pra São Paulo não tinha mais… A gentileza também é cultura no Brasil entre muitos: na dúvida se deveríamos embarcar para Pelotas e tentar seguir viagem no mesmo dia, uma moça sacou o celular e ligou para a rodoviária de lá pra ver se tería ônibus no mesmo dia, solidariedade gratuita existe, e como descobrimos que não havería ônibus por lá, garantimos nossas passagens para Floripa, de onde seguiríamos para São Paulo.

Saímos à caça de banho e depois de pexinxar pelos hotéis locais, conseguimos um preço justo. Voltamos e compramos lanches para a viagem que decidimos não comer por conta da quantidade de moscas e cachorros da precária rodoviária.

O ônibus estava marcado para as 20h, mas já era 21h e acabei comendo o lanche frio, em pé, por ali mesmo. Embarcamos às 22h em um ônibus leito maravilhoso vindo de Montevidéu. Dormimos a noite e o dia seguinte como 2 anjos…

Em Santa Catarina nem saímos da rodoviária, compramos as passagens pra São Paulo, almoçamos e ainda deu pra tomar outro banho enquanto enrolávamos por ali. Embarcamos mais uma vez agora em um ônibus mais simples, mas todas as nossas necessidades de sono e energia foram recarregadas na viagem de volta, uma delícia, nada de pedais ou pensar em nada, nada!

Chegamos em Sampa e na madrugada do dia 25 de janeiro (aniversário da cidade) esquecemos que era feriado e como já havíamos reservado o carro, tivemos que esperar mais um pouco até abrir a agência.

A selva de cimento estava logo ali passando por nossas janelas, mas não é “ad eternum”, a natureza é paciente e soberana, e é ela que está no controle, sempre.