São Sebastião

Começamos o pedal em São Sebastião, na praça central uma igreja, o que nos fez lembrar da colonização, da parceria entre os colonizadores e a igreja católica, quando da invasão européia nas terras dos povos da floresta. Nessas viagens sempre vemos as igrejas, nunca os templos budistas, os terreiros de candomblé ou as sedes da PL. Muito ouro destas terras foi para o Vaticano, ornamentar as ostentações católicas.

Chegamos na cidade de ônibus, desde a rodoviária do Tietê, inaugurando minha mala-bike, fomos bem atendidos pela empresa de ônibus, um motorista simpático, sem qualquer tipo de “cara-feia” pelas bikes. De início pensamos em passar a primeira noite na Ilha Bela, mas preferimos passar a noite por ali mesmo, no centro histórico de São Sebastião, afinal queríamos pedalar um pouco e vir em outro final de semana conhecer a Ilha.

Procuramos por hotéis e pousadas, encontramos uma pousada ao lado desta pequena igreja, um preço dentro das nossas expectativas, o quarto no térreo, podendo colocar a bicicleta, o que facilita, por não precisar tirar os alforges do bagageiro. Parecia um local tranquilo, mas no quarto percebemos que havia o som de uma festa ao fundo. Fomos nos informar e soubemos que o Almir Sater havia cantado lá na noite anterior, ou no final de semana passado, algo assim. Lamentamos que não fosse ele, quem iria cantar era um grupo que ninguém sabia o nome.

Na pousada conversamos com um rapaz que trabalhava na recepção que todos os dias ia de bicicleta de Caraguá a São Sebastião, ele nos deu algumas dicas do caminho e da serra que iríamos pegar no dia seguinte. Era um rapaz do Rio de Janeiro que veio para lá de bike e nunca mais voltou, morava em Caraguá e trabalhava ali na pousada, geralmente ia pra casa já de noite.

Fomos para o centro velho, comemos um lanche e fomos na festa, aliás eu comi meu lanche ali na festa mesmo. Uma festa junina para compensar o frio do inverno. Fomos andar, pois ainda era cedo, encontramos a população local na missa, entramos e o padre entregava a comunhão, Ana Célia recebeu a hóstia e ajoelhou-se emocionada, também me emocionei vendo as pessoas brilharem, a banda era boa e a música também.

Por sorte a banda que ia se apresentar não foi, ouvimos a orquestra da cidade tocando músicas populares e logo fomos dormir.

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2 respostas em “São Sebastião

  1. Flavio, bom dia
    Meu nome é Victorio e moro em Santo Andre, gostaria de informações sobre a rota Peruibe a Cananeia, que tipo de bike usaram e que pneus.

    Bons pedais

    • Oi Victório, tudo bem? Esse trecho é bem diversificado, tem rodovias, acostamentos, trilhas na terra e areia da praia, no meu caso uso um pneu misto, Ana foi com o pneu de cravo baixo. É sensacional, vale a pena, cada paisagem de tirar o fôlego. Abraços. Flávio

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