Por trás da vidraça

Dia de visitar as mundialmente famosas Cataratas do Iguaçú e o menos famoso Parque das Aves, que fica logo ao lado. Pra nao ter que cozinhar os miolos novamente, já que se terá tempo de sobra para isso, fomos de ônibus, lotado, sinal de que a cidade privilegia o transporte motorizado individual. Já no Parque, é preciso se desgrudar um pouco das 4 rodas, pois creio que entenderam que “ali” seria inviável. Que venha entao o outro ônibus, este sim mais confortável e estilo Jurassic Parque (demos o maior azar e pra ir fomos num ônibus normal mesmo… mas com ar condicionado e sentados).

Pagamos nossos ingressos e fomos trilhar um caminho espetacular, que vai se mostrando aos poucos.

Vamos nos acotovelando pelo caminho, sempre buscando o melhor ângulo para o clique (quase uma briga pelo banco do trem, mas com pessoas mais sorridentes e um visual diferenciado…)

Tod@s se encontram na “Garganta do Diabo”, e vamos nos incorporando à paisagem, que mais parece uma pintura, feita por maos divinas…

Aos poucos vamos deixando o burburinho de gente e de águas… preferimos as escadas ao elevador panorâmico, doem as pernas, mas o vento e a visao sao muito melhores.

Pra almoçar R$ 43,00 por pessoa, fala sério… vai roubar outro! Ficamos no lanchinho mesmo. Essa especulaçao turística é um terror… Fico com dúvidas sobre a panfletagem em torno da “preservaçao ambiental”. As Cataratas sao mesmo um espetáculo à parte, mas no capitalismo, acabam virando mera mercadoria, o que pode trazer problemas para paisagens menos exuberantes, que devem ser igualmente preservadas. É preciso admirar a Vida em qualquer de suas facetas, reconhecendo a divindade pulsante em todas as coisas…

Pós “almoço”, nos dirigimos ao Parque das Aves, que fica ao lado. É um Parque bem cuidado que nos propicia um contato muito próximo com os habitantes de lá. Um dos mais belos é o Tucano, que tem cores tao vivas que nem parecem reais.

Em dado momento, um deles, por qualquer motivo que nao conhecemos, ficou decidido em ter para si o chinelo do Flávio. Eu saí correndo e me esgueirando pelas beiradas da ponte, tamanho o medo daquele bico gigantesco, enquanto o Flávio tentava desvencilhar-se do animal sem ter de dar-lhe uma bica, o que se faria no mínimo imoral, até que o chinelo caiu pra baixo da ponte e o Tucano nos deixou passar na busca de seu objeto de desejo.

Flávio teve de ficar descalço até encontrarmos um funcionário disponível, o que demorou um pouquinho. E foi confirmado o amor do Tucano pelos chinelos… mas só no estilo havaianas…

Já na saída do Parque um funcionário segurava uma cobra em maos e nos chamou a conhecê-la mais de perto. Sem grandes intimidades, topamos fazer-lhe um chamego. Ao contrário do que pensava, sua pele é bastante consistente, feito de um bebê cobra, que afinal ela é. Foi muito legal a experiência, recomendo mais proximidade com as Jibóias para que cessem os preconceitos para com sua figura…

Por fim retornamos ao nosso “suado” hotel, e caímos na piscina para refrescar.

 

Anúncios

Viagem Bi-Nacional

Os preperativos foram longos, por vários dias ficamos fazendo listas do que levar para cada coisa, das roupas, da cozinha, lavanderia, sala de estar, quarto e quintal. Na penúltima noite nem dormimos direito, ansios@s com a viagem.
Finalmente o dia chegou, deixamos a Luna, nossa massacote, que ainda é muito bebê para pedalar, com Amauri e Maria e fomos para o aeroporto.

Da outra vez que viajamos pagamos por excesso de bagagem, desta vez fomos passando, primeiro as bikes depois um alforge de cada vez, quando deu o peso paramos, fomos com um alforge nas maos e nao deu excesso.

O vôo foi tranquilo, chegamos à Foz do Iguaçu com 30 graus, montamos as bikes no estacionamento.

Pedalamos para a cidade, o sol muito quente, os hoteis ao lado ostentavam riqueza, chegamos a uma ciclovia, já eram cinco da tarde, paramos e comemos uma bolacha. Enquanto estávamos ali passou um homem com um bici-sorveteria, puxando um carrinho de sorvete na bike. O sorvete era bom.

Pedalamos procurando por algum hotel. Marcamos no GPS algumas possibilidades, mas no primeiro local marcado havia uma casa e a dona nos atendeu sem entender muita coisa, no segundo local também nao havia hotel, passamos a uma busca local, tudo absurdamente caro, o mais em conta era R$ 120,00, mas o quarto com janela para o fosso nos desanimou.

Fomos até um Hotel que Ana já havia ficado, da vez que veio com a família até Foz, também estava caro, mas um rapaz atendente nos ofereceu um desconto de 10%, dissemos que iríamos pensar, ele também nos indicou outro hotel próximo, fomos até lá, mas só havia vaga para uma noite e queríamos ficar três. Além do mais, no hotel Monalisa, onde Ana ficou, tinha uma piscina maravilhosa. Bom, voltamos ao Monalisa e o rapaz nos ofereceu mais um desconto, por essas e outras acabamos ficando e valeu. Ainda deu pra deixar as bikes no quarto.