Las Índias Mercantes

Embora a viagem fosse curta, acordamos bem cedo para atravessar a fronteira, com direito a toda a paramentação cicloturística. Gostaría de utilizar roupas mais normais pra pedalar, porém esta não tem se revelado uma tarefa fácil, e incorporei ao visual uns pernitos para me proteger do sol, o que me deixou com ares de extra terrestre mesmo…

Saindo da zona de conforto...

Algumas parcas pedaladas depois e já estávamos devidamente instalados na calçada para consertar meu pneu traseiro, que se quedava furado.

Troca de câmera realizada e seguimos pelas ruas de Foz com o auxílio do meu quase santo GPS, que comete sim alguns equívocos pelo caminho mas se tornou indispensável. De longe já avistamos a famosa Ponte da Amizade.

Quase lá!

O tumulto é meio assustador, pessoas, carros e motos, muitas moto táxi, pra todo lado, algo que não parece ter controle algum. E todas as pessoas estão com pressa, e vão se apertando, se infiando em cada canto que intencionem passar. Desmontamos das bicis e seguimos empurrando junto aos demais “peatones” até dar entrada no Paraguai oficialmente.

De lá pensamos ser hora de voltar ao pedal, e seguimos morro acima a fim de encontrarmos hospedagem já no sentido da saída para Asuncion. Pesquisamos em alguns hotéis bem próximos uns aos outros e os preços nos animaram bastante, pelo menos a metade dos preços praticados no Brasil, e com boa qualidade. Os dois melhores já não tinham vagas ao que ficamos em um mais simples, mas que satisfazia nossas necessidades.

Nos instalamos e voltamos à fronteira a fim de realizar o câmbio de moeda. As contas não seriam nada fáceis pois 1 Real corresponderia a aproximadamente 2.500 Guaranis.  Pela primeira vez na vida estávamos milionários.

Enfim... Milionári@s!!!

Segurança...

Saímos perambulando pelas abarrotadas ruas de Ciudad del Este atrás de um já famigerado gás para nosso fogareiro, que segundo informações recebidas em Foz, encontraríamos por ali. Rodamos todas as lojas da cidade até cansar… Até cansar mesmo, a ponto de rolar um stress conjugal. Então paramos em uma lan house para pesquisar e descobrimos que só o encontraríamos em Foz do Iguaçu. Flávio tomou novamente rumo brasileiro à bordo de uma moto táxi afim de realizar a aquisição…

À primeira vista a cidade é bastante descuidada. Em um local onde só interessa a melhor transação, o lucro desenfreado, a vida não parece ter muito valor. À fora as grandes lojas de ar condicionado, reina um calor sufocante de lixo pelas ruas, trânsito caótico, meninos trabalhando e mulheres semi nuas que lhe atendem à porta em uma loja de produtos de aventura.

Calçada???

Quem paga a conta???

Já a noitinha os afoitos compradores se vão, e podemos saborear a paz de uma refeição feita à varanda.

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