Enfim… vamos pedalar?

A noite mal dormida (as questões matrimoniais se deram nesta noite e não na anterior, como disse o Flávio, mas isso aqui já tá parecendo confessionário…) me deu intenções de rumar à leste nesta manhã, mas as 6h (horário local, com 1 hora a menos que o Brasil) já pedalávamos com destino a cidade de Juan Leon Mallorquim, distante 65 km. Para nossa surpresa, Ciudad del Este já se encontrava plenamente acordada, pelos vistos, não éramos os únicos a temer o sol…

Seguimos por uma via paralela à principal, que tinha maiores desníveis mas pensamos ser mais tranquila. Demorou pra conseguirmos sair da cidade e daquele caos urbano a que já estamos acostumad@s, para adentrarmos a terras mais tranquilas.

A culpa é do Fidel…

O primeiro dia de viagem já se mostrou bastante desafiador. Passadas as 10 badaladas o sol já se impunha todo poderoso, fazendo-nos render-lhe graças (ou seriam maldições?).

Avistamos uma caçamba de caminhão que havia sido feita em pequeno bar, com lanches e bebibas. Nos reabastecemos em água, Flávio comeu um lanche e eu tomei um suco, mas queria mesmo era jogar-lhe na cabeça a fim de refrescar. O calor me remetia às cenas do livro Vidas Secas, quando Graciliano Ramos se refere ao céu azul assustador.

Havia uma torneira atrás do caminhão e nem pedi licença para utilizá-la, mas só faltou sair-lhe fumaça. Que peste de férias são essas a que nos metemos não? Decidida a me refrescar, tirei a camisa (estava de top, claro) e a enxarquei na torneira. Torci só um pouquinho e a deixei à sombra. Antes de analisar os resultados Flávio já tinha feito o mesmo e já brigava para vestí-la novamente (não tente fazer isso sozinh@). Gostou tanto que já saiu molhando tudo o mais que podia ser retirado em público, eu fiz o mesmo. Ganhamos ao menos uma hora de frescor e experiência a ser utilizada em outras ocasiões.

À medida que adentrávamos ao país, alguns pré conceitos foram caindo por terra. O primeiro deles é de que o Paraguai é um país pobre. Creio que seja muito desigual, assim como o Brasil, mas pobre não é. Circula muito dinheiro por ali e quem o tem, passa bem, com carrões e palacetes assobradados.

Casinha básica na entrada da “pobre” Mallorquin…

Praticamente todas as cidadezinhas que passamos até ali passuiam hotéis e comércio com produtos similares aos nossos. Até poderíamos ter ficado em Yguazu, distante uns 40 km de nossa saída e ter feito uma quilometragem menor no primeiro dia de pedal efetivo, afim de ajeitar a carga no alforge, mas como era cedo decidimos continuar.

Já em Malorquim pudemos observar uma cidade típica do interior, que também possue suas riquezas como a tranquilidade e o barulho das crianças brincando na praça.

Almoçamos um arroz frio, costume dos Paraguaios, e um bifão que ocupava todo prato (o costume é comer-lhe com ovos por cima, mas eu dispensei os meus). Também tinha mandioca, que em espanhol se diz mandioca mesmo, e de postre tomei um helado que estava divino.

Tiramos um cochilo pós almoço e mais a tardinha fomos ao mercado e caminhar um pouco pela pequena cidade. Jantinha no quarto e dormir que amanhã tem mais.

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Uma resposta em “Enfim… vamos pedalar?

  1. Viajar de Bicicleta é uma coisa engraçada, quando lemos relatos de outros cicloturistas , cicloviajantes , pedalantes , etc….., nos indentificamos muito com os momentos vividos por eles , pois só quem faz isto sabe o quanto é bom ,,,,,,então parabéns pela ciclo e pela história. Ainda queremos poder relatar como vocês , vamos seguir seu conselho rsrsrsrs abraços cesar e regina…..

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