Ando devagar, porque já tive pressa…

Acordei me sentindo atropelada. Passada a tensão do dia anterior, e mesmo a gratidão por não ter havido nada mais grave, o corpo se deixara abater e a cabeça doía. Fiquei a manhã por também contabilizar meus arranhões e responsabilidades, sempre querendo alterar a cena do dia anterior, que de instante em instante me fazia gelar a barriga.

Também me deixei sentir tristeza por não completarmos a viagem, não imaginava quando é que poderíamos retornar ao Paraguai, se é que o faríamos…

Mas o dever (agora em dobro) me chamava, e Flávio possui muitas cotas de cuidados comigo, o que deixavam as tarefas mais fáceis de serem realizadas. Ele até já estava um pouco mais disposto e nós já desconfiávamos que seu nariz não estava quebrado, e sim, já era torto mesmo…

Como tínhamos que retornar ao hospital para trocar o curativo (mal feito) de sua mão, demos uma passadinha na prefeitura e na igreja da cidade para conhecer… ainda alimentando nossa ânsia viajante.

 

Em frente à Prefeitura, índia esmola com bebê no colo... é assim que se vê as índias bolivileiras da Sé.

Digamos que, com a invasão espanhola, a igreja se saiu "melhor"...

O novo curativo também se saiu um pouco melhor, só que agora ia até o pulso, e ainda ganhou uma tipóia pra ver se diminuía o inchaço da mão, que mais parecia um pão assado em dia de calor.

Voltamos logo ao hotel e eu, ao Supermercado que nos alimentou por esses dias. Um detalhe importante é que todas as vezes que estive por lá, era a mesma simpática “chica” balconista. Ia às 10h da manhã, era ela, ia as 10h da noite e a mesma moça… “Quantas horas você trabalha?”, “umas 12, todos os dias”, “mas quantas são permitidas por lei?”, “8”.

Não era a primeira vez que percebíamos essa enorme exploração do trabalho. No Hotel Germania, Mirta também saiu às 6 da tarde e as 6 do outro dia pela manhã, já estava lá pondo a mesa do café. O rapazinho  com cara do “quem quer ser um milionário”, do Hotel Cézar Palace, pelos vistos, também “vivia” no hotel…

Já pra noitinha, o rosto do Flávio, que ficou no gelo por estes 2 dias, já fazia menção que voltaria a seu formato normal rapidamente, já as cores iriam demorar mais um pouco… De toda forma, decidimos que continuaríamos a viajar, o que elevou os ânimos de nosso quarto e Flávio até mesmo se deixou fotografar novamente.

 

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