Partida

Amanhecemos tranquil@s em nosso último dia de Paraguay. Café da manhã bem tomado, tínhamos tempo até nosso embarque que se daria próximo ao meio dia. Com as bicis já na rodoviária, não tivemos maiores problemas para deixar o carro na locadora e ir de táxi tomar nosso ônibus rumo a São Paulo.

No horário marcado descobrimos porque pagamos barato nas passagens, um “pueirinha” estava à postos para a longa viagem.

Sem grande ânimo embarcamos num ônibus quase vazio e nas próximas horas viveríamos e conheceríamos um pouco mais sobre o mundo dos “muambeiros”.

As paradas para refeição e banheiro se deram em locais “alternativos”, algumas vezes a própria garagem da empresa, com algum botequinho vendendo um pingado. A primeira “revista” se deu logo na saída de Foz, onde observávamos as bagagens sendo jogadas ao chão.

O que intrigava era que o ônibus continuava vazio… o que foi compreendido logo após Foz, quando uma grande quantidade de brasileir@s adentrou ao ônibus portando muitas e grandes sacolas. Mais uma revista agora com cães nos farejando já dentro do ônibus. A grande questão, pelo que ouvimos, não estava nas muambas, mas sim na procura por armas e drogas.

A viagem não foi tão difícil como supomos ao início, conversamos bastante com um casal paraguaio que estava indo a São Paulo passar férias na casa de familiares. Também havia um jovem argentino fazendo um caminho maluco pra chegar em São Paulo de forma mais barata e embarcar para um pequeno país da Europa, onde ficaria na casa de uma guria que conheceu na internet… havia também um brasileiro que estivera hospedado no mesmo hotel que ficamos em Asunción. Ele era um dos que faziam mestrado por lá e também não havia conseguido passagem de avião para retornar.

Faltavam uns 50 km para chegar em São Paulo quando mais uma vez fomos parados. Eu já estava um pouco cansada daquela história e me irritou bastante dois policiais militares, sem identificação, adentrar ao ônibus para mais uma revista… Num momento de insanidade, solicitei ao servidor público que se identificasse, e ganhei em resposta uma revista mais detalhada de minhas coisas e acento… Ele até mostrou o nome que fica colado em sua camiseta, já o guardando novamente no bolso, alegando que poderia perdê-lo ao manusear as bagagens…

Mas… enfim chegamos em São Paulo com um pouco de atraso. Meus pais foram nos ajudar na rodoviária com todas as coisas e nem se assustaram tanto com a carinha do Flávio, que já estava bem melhor.

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