Quintais vazios.

Até logo Paranaguá!

Até logo Paranaguá!

Deixamos mais uma vez Paranaguá pra traz, agora definitivamente no rumo sul. Desta vez não foi tão difícil deixar a cidade, mesmo com um pouco de trânsito chegamos a “Rodovia Argus Tha Heyn”, que daria direto na praia mais uma vez. Embora a pista fosse de mão dupla, havia um bom acostamento pra garantir nossa tranquilidade. Um retão só e muito plano, e a baixa velocidade garantiu um bom convívio entre nós e os muitos animais que vão sobrevivendo na beira das estradas, em especial nesta, cobras e lagartos.

Chegamos em “Praia de Leste”, seguindo para a esquerda chegaríamos em “Ponta do Sul”, e pelo que entendemos é desse local que a maioria dos viajantes acessa a Ilha do Mel, a viagem de barco até o sul da Ilha é bem mais curta por aqui.

Controle de acesso à Ilha

Controle de acesso à Ilha

Mas como já visitamos a Ilha, quebramos pra direita, sempre o mais próximo do mar possível, evitando as ruas mais movimentadas.

Quanta casa vazia!!! E quanta casa e prédio construindo!!! É muito dinheiro mal utilizado, uma desigualdade social enorme, sem contar a impermeabilização do solo e destruição da vegetação local.

Parada para lanchinho em um dos muitos quintais vazios.

Parada para lanchinho em um dos muitos quintais vazios.

Próximo de Matinhos, um ciclista local dava a sua voltinha diária e nos alcançou durante uma parada pro lanche. Nos contou sobre como a bicicleta tem mudado sua vida agora na aposentadoria, após uma rotina de trabalho estressante e alguns infartes. Tomara que não esperemos tanto… Na orla da cidade, mais uma demonstração de que o mar não está pra brincadeira não, e vem tomando o que é seu por aqui também, retirando de seu caminho boa parte da avenida beira mar, já chegando perto das casas.

Como ainda não voamos, vamos de balsa mais uma vez!

Como ainda não voamos, vamos de balsa mais uma vez!

Para chegar em Guaratuba tivemos de pegar a balsa, e do lado de lá fomos recepcionados pela chuva. Entre duas opções de caminho evitamos o morro e seguimos pra direita, parando em um dos primeiros hotéis que encontramos. Um time de futebol acabara de sair e seríamos só nós por lá.

Guaratuba em um domingo frio e chuvoso.

Guaratuba em um domingo frio e chuvoso.

Saímos pela cidade vazia em busca de uma calabresa para nos alimentar, mas o preço da iguaria estava tão alto que achamos uma marmitex inteira pelo mesmo valor. O rapaz do restaurante caprichou tanto que uma só nos serviu a contento, com economia e praticidade…

Dia 11: 02/12/12 – domingo.

Estatísticas do pedal:

*Distância: 51,63 km

*Velocidade Média: 14,1 km/h

*Máxima: 45,5 km/h

*Calorias: 482

*Tempo de pedal: 3h 38min

*Total: 274,4 km

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De Morretes à Paranaguá

Saímos do hotel e paramos para perguntar onde ficava o trevo do Rotary que o Guia do Olinto e da Rafa indicavam como início da pedalada. Paramos em uma bicicletaria e pedimos para o técnico dar uma olhada no marcador de quilometragem, ele retirou a pecinha da roda, mexeu, colocou de novo e voltou a funcionar .

Pegamos a rodovia PR-408, o trajeto era meio complicado, pegamos uma parte da estrada pela contramão, entramos pelo caminho da Toca do Coelho, tal qual Alice no país da maravilhas.

Pegamos uma estrada de terra em pequenos vilarejos, perto da hora do almoço paramos em um bar, para comer um lanche, pedimos para usar a mesa e compramos um refrigerante. Falamos com várias pessoas do bar, cada um com suas dicas e preciosas informações.

Com o guia fomos acompanhando a planilha e após 44, 56 quilômetros chegamos a Paranaguá, o sol estava forte, voltamos ao mesmo ponto onde descemos de barco, quando saímos da Ilha do Mel. Ficamos em um hosteling com uma vista privilegiada para o rio, deixamos as bikes no estacionamento. Lavamos roupas, fizemos almoço e janta e dormimos em um quarto com ar condicionado, perfeito.

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Vista de Paranaguá

Vista de Paranaguá

Dia 10: 01/12/12 – sábado

Estatísticas do pedal:

*Distância: 44,56 km

*Velocidade Média: 12,6 km/h

*Máxima: 34,8 km/h

*Calorias: 424,8

*Tempo de pedal: 3h 31min

*Total: 222,8

Estrada da Graciosa

Dia esperado. A descida da Graciosa é famosa entre @s ciclistas. O dia amanheceu bastante nublado e nos preparamos sem muita pressa pra seguir viagem, o dia seria longo e ainda estávamos nos despedindo de Curitiba. Ter familiares por aqui nos faz sentir mais íntimos da cidade, saímos pensando em voltar!

Nos despedimos e seguimos vagarosamente pelas ruas, calçadas, e alguns trechos de ciclovias. O trânsito estava um tanto caótico e demoramos bastante até chegar ao ponto inicial do guia da Rafa e do Olinto. De lá seguimos com bem mais facilidade, agora sim por caminhos mais tranquilos e pedaláveis, e a navegação também foi bem fácil.

Até a saída da cidade, os caminhos se alternaram novamente por trechos de ciclovias e ruas até bem movimentadas. Passando pelo centro de Quatro Barras, como os caminhos são “vivos”, uma rua do guia agora é contra mão, é preciso estar atento. Agradável mesmo ficou depois que passamos o portal da serra, onde uma quase ciclovia seguia por todo o caminho, sem ser necessário disputar espaço com os carros.

Novo Portal pra quem vai por Quatro Barras.

Novo Portal pra quem vai por Quatro Barras.

Assim é bem bacana!

Assim é bem bacana!

Seguimos tranquilos e para esta pedalada preparamos lanches pra não termos que fazer uma grande parada no almoço. O tempo seguiu nublado o dia todo, aquele ideal de pedalada: sem sol e sem chuva. Bom, isso até chegarmos nessa placa:

 

Tínhamos a certeza que Rafa e Olinto nos mandariam pro “pior lugar”, aventureiros que são e então seguimos contrariados rumo a Casa de Pedra. É possível seguir direto pela estrada asfaltada e não conhecer o trecho original da Estrada da Graciosa… imaginem vocês o que é uma estrada feita para cavalos e mulas a tantos anos atrás… e imaginem ainda você chegar na tal Casa de Pedra e se deparar com uma placa bem mal criada dizendo esta tratar-se de propriedade particular com entrada proibida pra estranhos, nem sinal da casa deu pra ver, tão encoberta pelo mato que estava… pra que então uma placa pública indicando o local? Pra completar o quadro o tempo fechou de uma forma que parecia que ia anoitecer no minuto seguinte ou quem sabe o céu desabar sobre nossas cabeças, e ainda, o ciclocomputador do Flávio, que estávamos utilizando pra acompanhar o guia, pois o meu estávamos com a pedalada geral, parou de funcionar, tamanho o bate bate da estrada. Eram 16h (horário de verão).

 

Nesse clima, enfim, chegamos ao início da descida! Ufa! Até que enfim iríamos tirar o atraso! Pena que não dava pra ver um palmo a frente do nariz… acendemos todas as luzes possíveis e seguimos. Mas que estrada mais movimentada! Era sexta – feira… Mas que chão mais liso! Tudo que eu queria nessa viagem era que terminássemos bem, sem incidentes, e me livrar, ao menos um pouco do medão que fiquei na nossa última viagem. Estava empenhada para isso e agarrei nos freios com grande desenvoltura. Conseguimos nesse dia a pior km média da viagem…

 A descida foi longa. Por vezes paramos pra relaxar um pouco as mãos e pra fazer fotos é claro!

Será que tá liso?

Será que tá liso?

Chegamos em Morretes bem cansados. O tempo já tinha melhorado um pouco e procuramos um hotel pra ficar. Eu queria uma cama bem quentinha! Encontramos Ieda, ciclista da cidade que nos deu a dica de um hotel onde um outro ciclista, o Maurício trabalha. Lá ele nos deu um desconto, e embora fosse a diária mais barata pesquisada na cidade, já era a mais cara da viagem.

A cidade é muito bonita, e tem preços para turistas curitibanos. E falando em turistas lá fomos nós comer o famoso prato da cidade, o barreado! Comemos, comemos, e talvez pudéssemos comer por mais uns 2 dias tamanha a quantidade de comida. Pena ainda não terem inventado alforges refrigerados…

Dia 09: 30/11/12 – sexta-feira.

Estatísticas do pedal:

*Distância: 86,40 km

*Velocidade Média: 11 km/h

*Máxima: 40,8 km

*Calorias: 800, 10

*Tempo de pedal: 7h 48min

*Total: 178,2 km