Lagartixando

Em nossa programação inicial, pensávamos em só dar uma passadinha em Bombinhas, mas acabamos por ficar 2 dias…

Para esta viagem, tínhamos como objetivo nos utilizarmos de “hospedagem solidária”, em especial através do site para cicloviajantes Warm Showers, que significa Banhos Quentes. Isso porque, em viagens de bicicleta, a hospedagem não é um fim em si, muitas vezes pagamos caro por um simples banho, cama e um café que não deveria custar mais que 1 real.

Até esse momento da viagem ficamos na casa de amigos e familiares. Era a primeira vez que ficaríamos na casa de um “desconhecido”. O André, desde o início, se mostrou muito disponível a nos ajudar, tanto que já queríamos conhecê-lo. E foi o que fizemos, pedalamos apenas 24 quilômetros até a sua casa neste dia.

Como a distância era pouca, ficamos no camping até o sol baixar.

Lagartão nos visitando.

Lagartão nos visitando.

Rapidamente chegamos em Tijucas, onde nos dirigimos ao Corpo de Bombeiros onde André trabalha. Como ele não estava, ficamos conversando com um colega dele, que já conhecia a fama do André em hospedar viajantes do mundo todo.

André chegou e nos conduziu até a sua casa, com uma ressalva: não poderíamos abrir as janelas porque ele acabara de adotar uma gatinha, e seus três cachorros não estavam muito felizes com isso.

Mais tarde a Dani sua namorada chegou e fomos comer alguma coisa e prosear um pouco. Falamos sobre a vida, as viagens de bicicleta, e as similaridades entre as profissões de bombeiros, assistentes sociais e psicólogos…

Dia 19: 10/12/12 – segunda-feira

Estatísticas do pedal

*Distância: 24,15 km

*Velocidade Média: 13,9 km/h

*Máxima: 43,5 km/h

*Calorias: 282,9

*Tempo de pedal: 1h 43 min

*Total: 539,8 km

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18º dia de viagem

O camping era no quintal de uma casa, a dona nos contou que quando montou o lugar era tudo deserto, hoje estava no meio da cidade, com vantagens e desvantagens, havia um mercado em frente.

bem legal

bem legal

Achei uma loja e comprei uma câmera nova, depois troquei pra ver se o pneu nos deixava em paz.

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Assim que pudemos… caminhamos para o mar…

Havia várias praias pra escolher, pegamos o mapa e seguimos para a mais perto, linda, água clara e transparente, caminhamos até o final e seguimos pelas pedras. Ah se arrependimento matasse.

Foi quase uma escalada, achei que ia morrer por ali. No final acabamos subindo pelo muro de um hotel chiquetoso, passamos pelos hóspedes e chegamos na praia.

É claro que se fôssemos pela estrada chegaríamos mais rápido… mas, valeu a pena. A praia era linda… das mais lindas.

dia de praia

dia de praia

Água clara e transparente… areia fofa… tudo de bom.

Dia 18: 09/12/12 – Domingo

Oração aos pés do Cristo

Cristo Luz - Do quintal da casa dos prim@s

Cristo Luz – Do quintal da casa dos prim@s

Antes de deixarmos a casa de meus prim@s em Balneário Camboriú, eles pediram pra fazer uma oração conosco. A família é evangélica e na oração, Ana e Jota situaram sua fé, em conexão com nossa viagem: falando do Deus existente nas belezas que encontramos pelo caminho.

A passagem por essa casa tranquila e alegre nos encheu de energias, ao que agradecemos muito.

E saímos num dia nublado (ótimo para o cicloturismo) em direção à Bombinhas. Para nós, um dia de viagem, pra eles, um grande estranhamento pois Bombinhas é “logo alí”! Iríamos pela costa e já tínhamos a informação que tinha “pirambeira” pela frente. Fomos até o fim da praia e pegamos uma “balsinha” sem sinalização e por sobre um rio poluído, pois quando não passa carro, tudo é mais precário. Por outro lado, é bem mais tranquilo de se pedalar (ou empurrar!).

Essa ladeira, que ladeira é essa?

Essa ladeira, que ladeira é essa?

Logo que passa essa “balsinha” tudo fica mais tranquilo de novo, há campings e com certeza é mais barato ficar por estes lados.

Em seguida chegamos à Itapema e da Avenida Principal um homem nos apontou a praia. Vimos uma placa indicando o “Parque Linear” e fomos pra lá, um local muito bacana com ciclovia à beira mar.

Saquei a filmadora pra registrar um momento histórico: a virada dos 500 km de nossa viagem!!! Como que a nos parabenizar dois homens um tanto alcoolizados que conversavam por ali vieram em nossa direção nos congratular. Não pelos 500 km mas pela viagem de bicicleta em si. Um deles nos contou que também já tinha rodado lá os seus 500 km uma vez que, separado da mulher, ficou com tanta saudade de seu filho que o foi visitar, de bicicleta é claro.

Nos deram mais algumas dicas de como chegar a Bombinhas e informaram que a comunidade local (os poucos antigos moradores que resistem por lá) era tudo gente fina.

Nos despedimos e seguimos pra mais uma grande subidona. Nesta hora (creio que o circuito faça um 8), estávamos no mesmo sentido do Circuito Costa Verde e Mar, e já aviso aos pretendentes que essa subida também não alisa pra ninguém não.

Descemos o morro e o pneu do Flávio furou de novo. Arrumamos e dali a pouco, furado outra vez… Segui sozinha até achar um camping e voltei até onde ele estava pra seguirmos empurrando mesmo.

Ficamos no camping “Bombas Paddle” – Rua Martim Pescador, 831, um pouco distante da praia mas nos agradou.

Dia 17 – 08/12/12 – sábado

Estatísticas do Pedal:

*Distância: 47,75 km

*Velocidade Média: 10,8 km/ h

*Máxima: 47,5 km/ h

*Calorias: 461,3

*Tempo de pedal: 4 h 25 min

*Total: 515,6 km

Balneário Camboriú

A Camboriú de minhas lembranças, de 20 anos atrás, era uma cidade litorânea pequena, mas a de agora era uma loucura, enorme, com prédios por todos os lados, lotada de pessoas no calçadão e na areia.

é difícil...

é difícil…

Saímos do hotel com as bicis e fomos pela praia, revezamos um mergulho no mar concorrido.

Fomos ao shopping e ficamos na lan house pesquisando um lugar para ficar em nossa próxima parada, Bombinhas. Almoçamos. Ana pegou o endereço de sua prima Ana Milda e pedalamos até lá, uns poucos quilômetros dali. Chegamos em seu apartamento um pouco sem graça, conhecemos os seus filhos, Amanda e João, depois, chegou Jota, demorou mais um pouco e já estávamos conversando como velhos conhecidos.

Saímos todos para levar Amanda a Faculdade, depois passamos no mercado e voltamos.

No fim da tarde Jota desceu para lavar a piscina, acabamos entrando pra refrescar do calor que fazia.

Depois subimos e comemos um delicioso jantar… apesar da camisa provocativa que Jota usou, se não bastasse a camisa do Chelsea (ainda não havia ocorrido a final do campeonato mundial), ainda foi se trocar para vir com a camisa do Palmeiras.

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Antes do jantar fizemos orações que nos emocionaram.

Dia 16: 07/12/12 – sexta-feira