Guarda do Embaú

Acordamos naquele visual bonito, em dúvida se ficávamos mais um pouco, mas avaliamos que os dias de férias estavam acabando, esse era o 26º dia, era hora de por sebo nas canelas.

O lugar era realmente bonito, uma vilinha com cara de woodstock, com bares e lojas de artesanatos.

Andamos um pouco por uma trilha vendo os barcos que transportavam as pessoas até a praia. Nesse trecho não havia como ir caminhando até a praia, talvez na maré baixa.

Pela trilha avistávamos a praia e o mar de um azul turquesa.

Nos despedimos com vontade de voltar um dia, arrumamos os alforges e tocamos em frente, seguimos um trecho de estrada e saímos em direção ao Morro do Siriú, seguindo o GPS e parando para perguntar.

Subimos o morro mais empurrando que pedalando… o sol forte derretendo os poucos miolos que nos sobraram…

A subida ia enrolando no morro, mas a vista valia a pena…

Depois disso veio a descida, sempre curta perante a subida.

Quando a fome apertou encontramos um bar fechado com banheiro, chuveiro de água do rio e mesas para o almoço, fora a paisagem.

Mais um pouco de sol, estrada e poeira chegamos a Garopaba, cidade turística e movimentada.

Encontramos um Camping em frente o mar, o preço um pouco salgado, mas com boa infra-estrutura, área com churrasqueira, pia, fogão, geladeira e mercado. O melhor que já ficamos no Brasil.

Montamos nossa grande barraca e fomos fazer o almoço.

Depois fomos a praia para um mergulho, uma caminhada e um cochilo na areia.

Mais um quintal, longe e perto de casa…


Dia 26: 17/12/12 – segunda-feira

Estatísticas do pedal

*Distância: 33,63 Km

*Velocidade Média: 11,4 Km/h

*Velocidade Máxima: 29,5 Km/h

*Calorias: 313,6

*Tempo de pedal: 2h 55 min

*Total: 697,53 Km

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Corinthians, o melhor time do Mundo!!!

Acordamos empenhados a ver a grande final, mesmo sem televisão, mais uma vez! Pensamos em ir à um bar próximo, mas isso nos obrigaria a acordar mais cedo e já sair de mala e cuia, então optamos pela internet e rádio também pela web. A narração era mais rápida que a transmissão, o que nos dava um alívio ao ver os tantos ataques do Chelsea, que já havíamos ouvido que não dava em nada…

O tempo passa!!! E nosso coringão firme e forte dando gosto de ver! Seria possível? Seríamos mesmo o time BI Campeão Mundial??? E não é que o Guerreiro achou o caminho do gol pra nossa alegria e de toda fiel torcida? Haha! Quem guenta essa corinthianada agora! Não vemos ninguém na nossa frente!!! VAI CURINTHIA!!!

Olho no lance quantas vezes quisermos!!!

Que alegria! Que alegria!!! Até o Edu, um Corinthiano que nem televisão tem, se empolgou tanto que já queria fazer uma tatuagem do Corinthians no pé, só que a Lory ameaçou jogar um feitiço no fim do jogo e tod@s achamos que era melhor não!

Alegres e satisfeitos!

Alegres e satisfeitos!

Eles decidiram deixar o surf pra outro dia e nos acompanhar no rumo sul da ilha. Saímos pela cidade em festa pelo título, muitos Corinthianos nos bares, em festa, e nós também!!!

Dia florido - foto por Eduardo Green

Dia florido – foto por Eduardo Green

Outro fato inusitado ocorreu: paramos no banco pra sacar dinheiro quando Flávio avistou um Papai Noel. Perguntou pro Edu, “não é Stoppa”? E em reposta afirmativa nos dirigimos ao carro comprimentá-lo, quem diria! Várias vezes Flávio havia me falado dele, seu irmão Valmir trabalhou vários anos como mecânico de motos com ele que “um belo dia resolveu mudar” e foi ser tatuador em Floripa. E agora também Papai Noel! Uma pena não termos tirado uma foto, mas não quisemos constranger o bom velhinho que estava de saída, hohoho!

Seguimos nossa viagem e paramos almoçar num delicioso restaurante, que maravilha de comida!

Nos despedimos na sobremesa, tomando um sacolé mais ao sul… como agradecer? Eduardo tem papel fundamental para o warmshowers no Brasil, por ser ele o tradutor do site para o português. Obrigad@ por tudo então, por nos receber em sua casa, e por colaborar pra que outros também o possam fazer!

Valeu casal!

Valeu casal!

Seguimos pedalando até o fim da estrada, atrás de mais um barqueiro que nos levasse de volta ao continente, na praia dos Sonhos… Havia no ponto de ônibus do fim da rua um papel sulfite escrito à mão com o telefone do barqueiro, ligamos e uma mulher veio ao nosso encontro. Ela e o marido nos deixaram na praia, lá do outro lado.

Areia movimentada com carros e quadricículos, a ode ao motor impera, infelizmente… Circulamos toda a bonita praia e seguimos em direção à Guarda do Embaú. Não sei porque mas no meu imaginário todas as praias de Santa Catarina eram iguais àquele lugar, grande engano, mais por fim estávamos numa vilinha aconchegante.

Não resistimos e ficamos em uma pousadinha convidativa para ao menos uma semana de preguiça…

Dia 25: 16/12/12 – domingo

Estatísticas do pedal:

*Distância: 52,05 Km

*Velocidade Média: 12,3 Km/h

*Velocidade Máxima: 43 Km/h

*Calorias: 490,6

*Tempo de pedal: 4h 11min

*Total: 663,93 Km

Slow Food

Esse era um dia de folga… logo… partimos para uma caminhada… era sábado e Eduardo Green encomendou uns convites de um almoço/evento/movimento com proposta slow food. A ideia era comer devagar, com alimentos produzidos localmente e causassem o menor impacto ambiental possível. O evento fazia parte das comemorações do Dia da Terra Madre.

Eduardo foi o responsável pela tradução para o português do site warm showers, onde fizemos nossa inscrição em hospedagem solidária. Além disto, atua na Caminhos do Sertão, empresa especializada em cicloturismo, isso é, o que fazemos nas férias é seu trabalho do dia-a-dia (que chato).

Descemos a pé beirando a lagoa, pegamos uma trilha, junto conosco foi mais um casal, bem, a Martinha foi conosco, mas seu companheiro Jonathan, que trabalha na Caminhos dos Sertões, foi de bike, não sei como conseguiu, andando já tava difícil.

DSC_0466Paramos em um moinho antigo para umas fotos (alem de respirar um pouco).

Caminhamos mais um pouco e fizemos nova parada…

Um pouco mais a frente encontramos uma prainha na lagoa, a água estava uma delícia, um piscinão.

E a caminhada continua… depois de mais alguns quilômetros já estávamos morrendo de fome… paramos para uma porção de pastel berbigão…

Acho que por causa da cerveja a foto só pegou uma parte da trupe…

A próxima etapa era morro acima.

Depois da descida chegamos ao local do evento… com música… cerveja artesanal e palestras que nos fizeram refletir.

Enfim a comida foi servida…

E tava tudo de bom… ficamos até muito tarde e resolvemos voltar de barco (que funciona como um ônibus). Lógico que depois de subir e descer o morro.

DSC_0472

Ficamos ali no trapiche esperando o barco, enquanto uma linda noite caía.

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Dia 24: 15/12/12 – sábado

Um dia como Florianopolenses.

Edu e Lory sairam pra trabalhar e nós ficamos nos sentindo em casa mais uma vez. Levantamos a hora que nos cansamos de dormir, lavamos roupa, brincamos com as cachorras e preparamos o almoço. (nos deram as chaves de visitantes e nos ensinaram a fechar as janelas).

Lagoa da Conceição

Lagoa da Conceição

Saímos pra conhecer um pouquinho de Floripa, fomos até a praia de Joaquina, e subimos as dunas pra ver a galera descer morro abaixo. Fico imaginando que levam uma semana pra tirar a areia do corpo porque só de olhar já tínhamos um tanto de granzinhos por entre os dentes…

Vai um skibunda aí?

Vai um skibunda aí?

De lá seguimos pra conhecer outras praias e sinceramente eu estava um tanto desgostosa com aquelas subidas todas. Queríamos chegar na fortaleza e acabamos por descobrir que se tratava de um bairro e não de um local. Já eu percebi que o mau humor que me acometia naquele momento tratava- se de fome, então paramos em uma padaria pra repor as energias necessárias pra transpor o morro de volta pra casa…

E porque foi que não viemos de carro...

E porque foi que não viemos de carro…

Pensamos que talvez fosse bom seguir viagem já no dia seguinte, mas o Edu já tinha comprado os convites do almoço… Estávamos vendo que não íamos muito longe com nossa viagem…

Passamos no supermercado pra fazer umas compras pra janta e à noite, já com nossos anfitriões novamente, comemos uma macarronada à moda do Flávio.

Dia 23: 14/12/12 – sexta-feira

Floripa

Governador Celso Ramos foi uma daquelas surpresas boas que as viagens nos preparam, as praias, o mar, o sol, a hospedagem, Rui, Chai, mas, sabe com é, a viagem deve seguir…

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O dia amanheceu com uma “lestada”, um vento leste que não deixava nenhum barco ir ao mar. Rui e Chai decidiram ir a Floripa fazer algumas coisas na cidade, relutamos um pouco, mas, aceitamos a carona. Fizemos nossos alforges, amarramos as bicis atrás do carro, ajeitamos tudo e fomos.

Nossa próxima parada seria na casa do Eduardo, ele morava perto da Lagoa da Conceição, mas só chegaria do trabalho no fim do dia. Rui e Chai nos deixaram perto da casa dele, montamos as bicis e paramos em um café, comemos, ficamos na internet até dar o horário.

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Na tardezinha pedalamos até a casa de Eduardo e Lore. Um lugar lindo, com vista pra Lagoa. O único inconveniente era a rampa de acesso para chegar a casa deles, uma inclinação daquelas de cair pra trás, subimos empurrando uma bici de cada vez. Nos instalamos no quarto de hóspedes.

Dia 22: 13/12/12 – quinta-feira