Turistando

O dia estava lindo, botamos nossas roupinhas coloridas, tomamos café e pisamos na calçada. Mas que frio é esse pessoal! Sabem brincar não? Voltamos pra trás e botamos nossas roupas quentinhas.

Catedral

Catedral

Fomos caminhando pela orla e vendo as mesmas dificuldades que peatones argentinos tem para que os coches possam passar tranquilamente. Passamos pela catedral e chegamos ao centro, onde finalmente conseguimos cambiar nossos reales, que valiam, cada um $3,6 pesos. Hum! Até que não estávamos sendo tão roubados assim! Da outra vez que estivemos na argentina, cada real valia 2 pesos, e por isso estávamos tão assustados, não que as coisas tenham ficado baratas, apenas tão caras quanto no Brasil.

Compramos nossos tão sagrados gazinhos para nosso fogareiro, que nos rende o combustível necessário para o pedal. São muitas as lojas de “aventura” na cidade, é realmente uma cidade grande. Almoçamos um almoço carnívoro, pois muito carnívoros são os argentinos, e fomos caçar o que fazer. Conhecemos o centro cívico e vimos o trabalho dos cães São Bernando, que ficam por ali tirando foto com quem queira.

Portal para o Centro Cívico

Portal para o Centro Cívico

Cães trabalhando...

Cães trabalhando…

Municipalidad

Municipalidad

Lago visto do centro

Lago visto do centro

Eu havia lido sobre a visita ao Cerro Otto e haviam umas cabines vendendo passeios para lá. Pelo que li é possível subir a pé, ou mesmo de bicicleta, mas como não queríamos demorar muito, compramos os ingressos para subir de teleférico. O ônibus que vai até lá é de graça, só se juntar aos demais turistas e subir pois não vêem as passagens ali e ao chegar no lugar, procurar por onde sobe, caso queira fazer o caminho à pé.

Entrada do teleférico para o Cerro Otto

Entrada do teleférico para o Cerro Otto

Fomos para a fila pegar nossa condução, que consistia numa cabine para 4 pessoas, pendurada num cabo, que seria puchada morro acima por 12 minutos e que balança com o vento. E tem gente que acha que pedalar é perigoso! De lá de cima, ia surgindo uma bela paisagem e também dava pra ver a estrada abaixo, com gente subindo a pé, de bicicleta e à cavalo. No inverno, o local é uma estação de esqui, mas também há muitas atrações no verão.

Pico nevado não identificado.

Pico nevado não identificado.

Vistas do Cerro Otto

Vistas do Cerro Otto

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Descemos novamente pelo teleférico e até que enfim, lá pras 5 da tarde, estava calor. Caminhamos novamente e fizemos toda a compra necessária pra começar a viagem em bici. Difícil foi fazer caber tudo nos alforges nesse primeiro dia. Estávamos mais carregados do que nunca.

Descida por teleférico novamente

Descida por teleférico novamente

Dia 02: 28/01/14 – terça-feira.

 

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Dia de embarque

Dia de embarque, acordamos cedo pegamos o carro… em que, por sinal, quase não couberam as bikes (sempre alugamos o carro básico, mais barato, só que dessa vez não tinha, e nos ofereceram um “melhor”, com grande bagageiro só que, o banco traseiro não deitou! Socamos as bicicletas no carro, não nos perguntem como)… saímos cedo, mas ao chegar ao aeroporto foi a maior correria. Vôo até Buenos Aires, outra correria para tirar as coisas de um avião e passar para outro que finalmente nos deixaria em Bariloche. Toda a bagagem já havia chegado e as pessoas se retirado e nada de nossas bicicletas! Perguntamos pra uma moça que viu que teríamos de fazer conexão e saiu atras das bicicletas pelo buraco da esteira mesmo, só voltando quando as encontrou. Disse que estavam indo pra outro vôo!

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Bikes chegando ao avião…

Já no avião que ia nos deixar em Bariloche, ficamos olhando as bagagens sendo colocadas na aeronave. As bikes vieram por cima do carrinho, descarregaram todas as malas e o carrinho se afastou… achamos que levariam embora (de novo!), quase entramos em pânico, mas a Comissária de Bordo nos disse que estavam deixando para colocar por último… Ufa.

Chegamos em Bariloche! No aeroporto, passamos boa parte de tempo montando as bicis e ao comprarmos água e alguns lanches achamos que estávamos sendo roubados, fizemos alguns cálculos de quanto valia o real em relação ao peso argentino, mas ficamos confusos com quanto estávamos de fato pagando, acreditávamos que a proporção estava de 2 pesos por 1 real.

Saímos balançando ao vento forte por uma estrada que, pouco a pouco, foi aumentando o movimento, até nos encaminharmos para o acostamento de pedras, andamos míseros 12 km e vimos o Hostel Tango Inn (SOHO) , Ana perguntou o preço e achamos que dava pra pagar, ainda estávamos confusos e resolvemos pagar em reais. Fomos a um mercado e fizemos o jantar, fomos dormir cedo e mortos de cansaço.

Dia 1: 27/01/14 – segunda-feira

Estatísticas do pedal:

*Distância: 13,09 km

*Velocidade Média: 9,7 km/h

*Máxima: 20,7 km/h

*Tempo de pedal: 1h 20min

*Total: 13 km