Ventos Chilenos

Acordamos debaixo de um pé de vento. E nós que achávamos que eles tinham ficado na Argentina… Devido meus severos erros de atalhos no dia anterior, a quilometragem do dia seria bem pequena, de todo modo, no cronograma geral estávamos bem atrasados, o que não nos dava mais tempo pra preguiça.

Enquanto tentávamos levantar acampamento, tudo queria voar, todos os movimentos deviam ser friamente calculados pra não perdemos nada na ventarola. O camping estava polvoroso, era lona batendo pra todo lado e gente correndo atrás das roupas que um dia estiveram no varal.

De repente, debaixo de sol e céu azul, um trovão cortou o céu e foi dar em cima de uma caminhonete. Era uma gigantesca árvore que não resistiu às insistentes provocações do vento nesta manhã. Por sorte, ninguém se machucou. Mais corre corre no camping pra ver se estava tudo bem e pra conseguir livrar o carro de um emaranhado de madeira e folha. Saímos ainda em meio ao barulho da moto serra e morrendo de medo que mais alguma árvore viesse abaixo na nossa direção.

Já na estrada, diferente do que aconteceu na Argentina, o vento não nos atrapalhou, talvez pelo fato da estrada ser mais entrecortada, ou dele estar a nosso favor e assim, em mais um dia bonito de verão, chegamos rapidamente ao nosso destino, a cidade de Panguipulli.

Estávamos desejosos de uma caminha macia após muitos dias de camping e, sem muita coragem de pesquisar por bons preços, ficamos num hotel charmosinho bem no centro. O bom é que ainda deu tempo de aproveitar a tarde e comer nossos lanches na beira do lago.

Tinha até onda!

Tinha até onda!

 

Curtindo uma "praia" chilena.

Curtindo uma “praia” chilena.

De Lican Ray a Panguipulli – 13/02/14 (Quinta-feira)

Pedal:

Distância – 36,25 km

Velocidade Média – 12,9 km/h

Velocidade Máxima – 39,4 km/h

Tempo – 2h 48min

Total – 506,5 km

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