A distância entre dois pontos.

Dia desses conversávamos com minha mãe sobre a viagem: “vão pra mais algum lugar depois de Curitiba?”, “sim, já compramos a passagem de volta, desde Porto Alegre…”. Ela até se engasgou… Confesso que já ando um pouco cansada só de pensar nesse tanto de chão. Fiquei até incucada com umas aulas de geometria que tive que tratava “da distância entre dois pontos”, procurei algo sobre mas nem cheguei até a fórmula. Já fui boa em matemática mas não me lembro de quase nada. Minha professora dos tempos do ginásio era extremamente exigente, e depois de uns tempos descobri que ela também dava aula de Tai chi chuan. Porque nunca nos ensinou sobre isso??? Talvez umas técnicas de meditação e concentração me fossem muito mais importantes!!! Talvez sofresse menos com as ansiedades da vida, dormisse melhor, conseguisse ter mais reguralidade com treinos e alimentação!

Bom, já descobri que pouco aprendi na escola sobre a vida, pelo menos não no que obrigatoriamente nos deviam ensinar…

Mas voltemos à “distância entre dois pontos”… É estranho pensar que um trajeto que vou demorar 30 dias pra fazer possa ser percorrido em 2h, como o faremos em nosso retorno… É estranho pensar que as coisas não sejam instantâneas como tantas vezes parecem ser. Há uma necessidade generalizada em se eliminar distâncias, entre a fome e o ato de comer, não existe o plantar, o cuidar da terra, o preparar os alimentos e finalmente o comer… é tudo meio instantâneo… o frio e o agasalho, o falar e o ouvir, o ir e vir. Perdemos um pouco da noção sobre o que existe no meio disso tudo…

Finalmente, vamos ao que interessa, nosso primeiro dia de viagem. Pra variar, passei bastante mal na noite que antecedeu a viagem… como se um rolo compressor estivesse a me esmagar, tive disenteria, fiquei enjoada e uma sessão de trimiliques me abateu. Isso tudo junto, às 3 da madrugada. Acho que vou me inscrever num curso de Tai Chi Chuan.

Flávio tinha um seminário pela manhã e iria direto pra Barra Funda enquanto eu iria com meu pai de carro com toda a tralha. Saimos de casa as 12:20 e o embarque seria as 14:30h. Por muito pouco não perdemos o ônibus, um trânsito dos infernos! É tanto stress que eu nem preciso mais passar mal… nada deve ser pior do que dirigir em São Paulo ou embarcar no metrô as 6h na Sé. Preciso descobrir porque eu entro em pânico quando saio de férias…

Já no ônibus uma friaca e mais trânsito devido reformas na rodovia… chegamos em Cananéia as 20:30h, montamos as bicicletas na pracinha que faz as vezes de rodoviária e jantamos por ali mesmo. De lá seguimos para a pousada da Delma, que já nos aguardava. Delma nos ajudou da outra vez que passamos em Cananéia e é boa dica de hospedagem pra quem passa por aqui.

Dia 01: 22/11/12 – quinta-feira.