Estrada da Graciosa

Dia esperado. A descida da Graciosa é famosa entre @s ciclistas. O dia amanheceu bastante nublado e nos preparamos sem muita pressa pra seguir viagem, o dia seria longo e ainda estávamos nos despedindo de Curitiba. Ter familiares por aqui nos faz sentir mais íntimos da cidade, saímos pensando em voltar!

Nos despedimos e seguimos vagarosamente pelas ruas, calçadas, e alguns trechos de ciclovias. O trânsito estava um tanto caótico e demoramos bastante até chegar ao ponto inicial do guia da Rafa e do Olinto. De lá seguimos com bem mais facilidade, agora sim por caminhos mais tranquilos e pedaláveis, e a navegação também foi bem fácil.

Até a saída da cidade, os caminhos se alternaram novamente por trechos de ciclovias e ruas até bem movimentadas. Passando pelo centro de Quatro Barras, como os caminhos são “vivos”, uma rua do guia agora é contra mão, é preciso estar atento. Agradável mesmo ficou depois que passamos o portal da serra, onde uma quase ciclovia seguia por todo o caminho, sem ser necessário disputar espaço com os carros.

Novo Portal pra quem vai por Quatro Barras.

Novo Portal pra quem vai por Quatro Barras.

Assim é bem bacana!

Assim é bem bacana!

Seguimos tranquilos e para esta pedalada preparamos lanches pra não termos que fazer uma grande parada no almoço. O tempo seguiu nublado o dia todo, aquele ideal de pedalada: sem sol e sem chuva. Bom, isso até chegarmos nessa placa:

 

Tínhamos a certeza que Rafa e Olinto nos mandariam pro “pior lugar”, aventureiros que são e então seguimos contrariados rumo a Casa de Pedra. É possível seguir direto pela estrada asfaltada e não conhecer o trecho original da Estrada da Graciosa… imaginem vocês o que é uma estrada feita para cavalos e mulas a tantos anos atrás… e imaginem ainda você chegar na tal Casa de Pedra e se deparar com uma placa bem mal criada dizendo esta tratar-se de propriedade particular com entrada proibida pra estranhos, nem sinal da casa deu pra ver, tão encoberta pelo mato que estava… pra que então uma placa pública indicando o local? Pra completar o quadro o tempo fechou de uma forma que parecia que ia anoitecer no minuto seguinte ou quem sabe o céu desabar sobre nossas cabeças, e ainda, o ciclocomputador do Flávio, que estávamos utilizando pra acompanhar o guia, pois o meu estávamos com a pedalada geral, parou de funcionar, tamanho o bate bate da estrada. Eram 16h (horário de verão).

 

Nesse clima, enfim, chegamos ao início da descida! Ufa! Até que enfim iríamos tirar o atraso! Pena que não dava pra ver um palmo a frente do nariz… acendemos todas as luzes possíveis e seguimos. Mas que estrada mais movimentada! Era sexta – feira… Mas que chão mais liso! Tudo que eu queria nessa viagem era que terminássemos bem, sem incidentes, e me livrar, ao menos um pouco do medão que fiquei na nossa última viagem. Estava empenhada para isso e agarrei nos freios com grande desenvoltura. Conseguimos nesse dia a pior km média da viagem…

 A descida foi longa. Por vezes paramos pra relaxar um pouco as mãos e pra fazer fotos é claro!

Será que tá liso?

Será que tá liso?

Chegamos em Morretes bem cansados. O tempo já tinha melhorado um pouco e procuramos um hotel pra ficar. Eu queria uma cama bem quentinha! Encontramos Ieda, ciclista da cidade que nos deu a dica de um hotel onde um outro ciclista, o Maurício trabalha. Lá ele nos deu um desconto, e embora fosse a diária mais barata pesquisada na cidade, já era a mais cara da viagem.

A cidade é muito bonita, e tem preços para turistas curitibanos. E falando em turistas lá fomos nós comer o famoso prato da cidade, o barreado! Comemos, comemos, e talvez pudéssemos comer por mais uns 2 dias tamanha a quantidade de comida. Pena ainda não terem inventado alforges refrigerados…

Dia 09: 30/11/12 – sexta-feira.

Estatísticas do pedal:

*Distância: 86,40 km

*Velocidade Média: 11 km/h

*Máxima: 40,8 km

*Calorias: 800, 10

*Tempo de pedal: 7h 48min

*Total: 178,2 km

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