Pie detrás de pie, no hay otra manera de caminar…

Nossa proposta para o dia era chegar até a praia do Rosa… Se bem que estava tão gostoso aquele camping que poderíamos ficar mais um dia… Mas Flávio acordou com uma proposta inusitada: que tal pedalarmos bastante e tentar ao menos entrar no Rio Grande do Sul? Eu bem que estava querendo conhecer Torres, e então deixamos algumas praias de lado e miramos pro Farol de Santa Marta como um bom destino para o dia.

Desmontamos acampamento nos preparando para um longo dia de pedal. Nos despedimos do Marcelo, ciclista e viajante que encontramos no camping, que ainda nos deu uns gelzinhos pra animar a pedalada e partimos.

Fomos direto pra BR pra tentar manter uma velocidade maior. De certa forma é bom ver o velocímetro girar mais rápido, estar num asfalto lisinho, mas um caminhão caído da ponte nos faz lembrar da guerra que vivemos nas estradas… Em dado momento, a pista se estreita e torna-se de mão dupla. Os caminhões passam a todo vapor e nos dão um “empurrãozinho”, isso quando não resolvem parar no acostamento, que de tão estreito, também nos faz parar e ficar esperando o melhor momento pra entrar na pista.

E para caminhão, e para caminhão, mas que tanto esses caminhões param! O dia estava muito quente e os caminhoneiros paravam pra comprar um suco que várias pessoas vendiam no acostamento. Era de uma frutinha amarelinha que esqueci o nome mas que também, vencidos pelo cansaço, resolvemos experimentar. O suco estava geladinho e muito bom, e enquanto apreciávamos a bebida avistamos outro cicloturista na estrada paralela. Acenos alvoroçados de loucos que se conhecem pela traia que carregam, ele era argentino e estava muito cansado do trânsito caótico da estrada ao que o alegramos informando que logo a estrada melhoraria. Não me recordo o nome, mas uma característica sua nos chamou atenção, pois ele não possuía um braço, e se utilizava de uma prótese muito simples.

Seguimos viagem passando pela cidade de Anita Garibaldi, mas sem muito tempo pra conhecer sua história. Fizemos algumas compras de comida e protetor solar que nos faltava e receávamos não encontrar no farol, e seguimos pegar uma balsa.

Após a balsa a coisa piorou um pouco pro nosso lado, pois uma obra tinha deixado o que se chamava de rua num areião só. Seguimos escorregando pra lá e pra cá até que meu pneu traseiro se mostrou furado… Ah não! Faltava tão pouco e estava tão cansada que queria chegar de qualquer jeito! tentamos a estratégia do Flávio encher meu pneu e eu sair que nem louca pedalando até muchar de novo… Mas Flávio me convenceu que era melhor consertar de vez…

Enquanto conversávamos um rapaz que se disse ciclista encostou o carro próximo e puxou conversa, sugerindo que fôssemos ver o farol à noite, que seria bem bonito. Pneu consertado, partimos e agora era pra chegar! Só que não tão rápido assim… quanto mais perto da vila, mais o areião tomava conta e se abria em vários caminhos formados pelos carros. Mas nem ligamos muito, o cenário era fantástico! Parecia que estávamos em outro planeta.

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Enfim chegamos na vila e preferimos um quarto ao acampamento. Cozinhamos e ainda nos animamos pra ver o farol. Só que já na saída um carro da polícia abordava uns rapazes… um clima extranho pairava no ar… ruas vazias e escuras, mesmo assim subimos um pouco e perguntamos num bar como chegar ao farol, mas eu estava com medo e preferimos voltar pra casa e descansar…

Farol só de longe...

Farol só de longe…

Dia 27: 18/12/12 – Terça-feira

Estatísticas do pedal:

*Distância: 81 Km

*Velocidade Média: 14,9 Km/h

*Velocidade Máxima: 38 Km/h

*Calorias: 883,3

*Tempo de pedal: 5h e 26min

*Total: 778,53 Km