Mapuches

Saímos de San Martin de los Andes em direção à Junín de los Andes, era uma terça-feira e a cidade ficava a uns 43 km.

O pé na estrada

O pé na estrada

Estava frio, a estrada era boa e tranquila, seguíamos pelo asfalto com escapadas para o acostamento quando vinha um caminhão ou muitos carros.

DSC_0826Nosso ritmo era de uma parada a cada meia hora para beber água e uma parada a cada uma hora para comer alguma coisa.

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Chegamos na pequena cidade e procuramos por uma hospedaria, ficamos na Hostería Rüpú Calel, uma casarão antigo com muitos quartos, ainda era cedo e fomos conhecer a Via Christi, um parque repleto de esculturas representando o caminho de Jesus pelo  mundo.

DSC_0827 Havia a possibilidade de seguirmos com um guia, que contava estórias sobre as esculturas e sobre o simbolismo de cada cenário. Subimos sozinhos, fotografando as obras.

DSC_0834As esculturas eram maravilhosas, carregadas de simbolismo, íamos lembrando das estórias e passagens bíblicas e interpretando o simbolismos de nosso modo, líamos as placas que contavam ao mesmo tempo a história do Povo Mapuche.

Em uma roda vimos São Francisco, Gandi, Luther King e Madre Tereza ouvindo o sermão da montanha – os bem aventurados.

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Jesus em seu papel revolucionário, na luta contra o império romano, no ideal de uma vida simples e contrária a acumulação de riquezas.

Na passagem do “vinde a mim as crianças” os Direitos das Crianças:

DSC_0852Em cada obra era feito um paralelo ao sofrimento dos Mapuches quando houve a invasão espanhola.

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Obras lembrando da importância do Trabalho Solidário.

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Em outro, as guerras, fotos lembrando fatos históricos como o Vietnan e o golpe militar na Argentina e outras violências

DSC_0880A morte dos Mapuches.

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No flagelo, Cristo aparece com um rosto Mapuche e o soldado é o invasor espanhol Francisco Pizarro.

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 “Hoy, podemos cambiar esta historia de despojos. Debemos defender con firmeza nuestros derechos adquiridos y los recursos que nos pertenecen. Solo asi, seremos un pueblo soberano.”

Nosso plano era ficar apenas um dia em Junín, mas olhando na internet, na previsão dos ventos, vimos que o dia seguinte seria de ventos muito fortes, e, era o dia de atravessar a cordilheira, dessa forma resolvemos ficar mais um dia. A cordilheira tinha que esperar.

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