Um pouco de férias…

Uma pedalada de 49 quilômetros até Dr Juan Eulogio Estigarribia, tomamos café no quarto, nos preparamos e antes de sair tiramos uma última foto do Hotel, com o telefone para quem se interessar.

As ruas são difíceis de pedalar, calçadas com pedras antigas, parecendo-nos as mesmas nos últimos 200 anos.

A estrada era como todas as estradas… reduto para pessoas armadas com seus carros… … não era muito movimentada, mas a velocidade dos carros era intensa. Dividíamos o acostamento com as motos que eram muitas, todos andavam de moto, crianças, idos@s, famílias inteiras (na mesma moto), motos carregando bezerros, madeira, móveis, pessoas sentadas de lado no banco, inacreditável.

O acostamento era bom, mas a cada 100 metros haviam pequenas lombadas, algumas nem tão pequenas assim, pareciam morrinhos, mas uma coisa muito legal acontecia, ao que parece as pessoas vinham com talhadeiras e cortavam as lombadas para as motos passarem.

Essa lombada não estava com o cimento muito bem tirado, mas certamente voltariam para terminar o serviço.

Aqui no Brasil nos acostamentos são colocadas peças com olho-de-gato usando da mesma lógica: evitar que os carros andem pelo acostamento, só que se esquecem de deixar um vãozinho para as bicis. Mas, ao que parece, esta estratégia paraguaia já vem sendo adotada por aqui, temos visto em algumas estradas com lombadinhas no acostamento, que as mesmas vem sendo retiradas para permitir a passagem das bicicletas. Creio que os próprios ciclistas tem se dado a esse trabalho, já que o DER não toma esta providência.

Apesar da língua oficial ser o espanhol a maioria da população fala mesmo o guarani e tivemos a bela surpresa de ver uma placa nessa língua milenar.

A paisagem em torno da estrada era muito bonita, gramados cobertos com a sombra de árvores e muitas redes de volei, mas em uma delas vimos que jogavam era futevolei e jogavam muito bem.

Uma coisa nos surpreendeu na paisagem, entre as grandes plantações de soja vimos uma fileira de placas de agrotóxicos, transgênicos e outras pragas modernas que destroem as plantações, patenteiam as sementes e envenenam as pessoas.

Inclusive, sobre esse assunto gostaríamos de recomendar o vídeo: O veneno está na mesa.

Na chegada à cidade encontramos 3 hotéis, o primeiro estava em reforma, o segundo era pequeno e o terceiro era o maior sonho de consumo. O preço muito bom, alguns milhares de guaranis, que para nós representava um valor baixo.

Chegamos não era meio dia, antes de mais nada pulamos na piscina, que tinha até hidro-massagem, depois fizemos nosso almoço ali mesmo, mas de repente o inesperado, nosso gás de tantas batalhas acabou. Normalmente costuma durar mais de uma viagem, pelo menos 2 semanas, mas ele devia estar com defeito ou já usado, quem sabe?

Ana pediu para a atendente do hotel, aliás todos eram muito simpáticos, para usarmos a cozinha do hotel, assim terminamos de cozinhar e comemos nossa bela refeição nesse lindo visual.

O quarto tinha no fundo uma pequena varanda, em frente a piscina, onde deixamos nossas bikes.

Vivemos um dia de férias e descanso, já a noite procuramos um lugar para jantar e encontramos uma churrascaria, bom preço, mas era estranho, como é interessante essas singularidades, o restaurante em todas as mesas tinham crianças, famílias com 4 filhos, todos loirinhos, ao nosso lado uma mesa que tinha um cercadinho para deixar os filhos. Usavam roupas antigas… as mulheres usavam cabelos compridos com presilhas… me lembrei do filme “A Vila”, parece que viviam isolados da civilização… talvez morassem no campo e viessem aos sábados jantar na cidade… nunca vimos tantas crianças num restaurante.

Anúncios