Que eu tô voltando pra casa!

Chegamos com bastante tempo na rodoviária pra embalar as bicis, comprar uns lanchinhos e ficarmos sossegados.

De busão também vai bem!

De busão também vai bem!

Pouco mais de 2 horas de viagem, ar condicionado nos protegendo do sol, paisagens rápidas pela janela, que de pouco em pouco foi nos mostrando a enorme cidade. Estávamos meio apreensivos pois nem tínhamos onde ficar. Única coisa é que nosso embarque seria na madrugada e teríamos que ir de carro ao aeroporto, quem sabe já deixar as bicicletas por lá, mas o mais difícil mesmo foi desembarcar…

Fomos chegando na muvucada rodoviária e demos graças a Deus que o ônibus estacionou bem pertinho de um banco vazio. Todo mundo desceu e após reunir toda nossa tralha, ficamos meio perdidões sem saber o que fazer: não seria melhor chamar um táxi pra nos levar pra um hotel? Por as bikes no guarda volume da rodoviária até sabermos onde ficaríamos ou montá-las e sairmos pedalando por aí? Sem muita certeza de nada, começamos a montar nossas bicicletas. Tava tudo indo bem até que um funcionário apareceu e disse que não poderíamos ficar naquele local. Lá fora havia um mar de gente e esclarecemos que seria difícil pra gente por tudo no lugar, mas não teve jeito, aquele era o banco dos funcionários e eles queriam se sentar naquele instante.

Despejados do banco, fomos pro meio do povão e entre muitos esbarrões conseguimos montar as bicicletas, ufa! É impressionante como as pessoas se empurram e atropelam nas cidades grandes. Entre tantos olhares contrariados com a nossa presença, só um homem quis saber o que fazíamos ali com nossos bicicletas carregadas. Falamos que estávamos terminando uma grande viagem, e que aviamos saído lááááá de São Paulo pra chegar ali… ele contou nossa façanha pra sua companheira e até que enfim algum olhar menos reprovador pra gente. Estávamos morrendo de fome e encostamos numa lanchonete ali na rodoviária mesmo, um olho no “peixe”, outro nas bicis.

De barriga cheia, marcamos o aeroporto no GPS e saímos. De início empurramos as bikes pelas ruas, até achar alguma mais pedalável. A cidade estava vazia e fomos prestando atenção nos hotéis que passávamos pelo caminho. Em um Hostel o Flávio até perguntou o preço, que bem caro, não nos animou, e seguimos até o aeroporto, que chegou mais rápido do que imaginávamos.

Aproveitamos e já fizemos nosso check in, e fomos no setor de informações perguntar sobre os hotéis mais próximos e baratos que haviam ali por perto. É claro que não haviam hotéis baratos por ali, mas um nos interessou, pois tinha uma perua que nos levaria pro hotel, e depois novamente pro aeroporto, com preço incluso na diária! Opa, assim facilita nossa vida!

Esperamos a perua e rumamos pro hotel, cozinhamos um macarrão muquiados no quarto e umas 5 horas da tarde já estávamos prontos pra uma tarde/ noite de sono… Só alegria!

Pra levantar as 3h, nada melhor que ir dormir às 17h.

Pra levantar as 3h, nada melhor que ir dormir às 17h.

Dia 31: 22/12/12 – Sábado

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